terça-feira, 23 de outubro de 2012

Pedagogia de projetos


O que é projeto?

Trata-se de uma opção metodológica no processo de ensino/aprendizagem baseada na ideia de ação continuada. "Projeto se apoia no verbo "projetar" que entre outros, tem o significado de estender, prolongar, continuar, espichar. Projeto é, pois, ação continuada, sem final em si mesmo e, possivelmente, provocadora de novas ações" (Paulo Alfonso Ronca).

Os projetos são iniciativas diversificadas, desenvolvidas a partir do conhecimento e do questinamento da realidade, gerando o aprendizado de conceitos e valores.

A prática de projetos podem aumentar a eficiência escolar, eliminando a pedagogia do desânimo e da descrença,e dando lugar a pedagogia da busca, do desfio, do encontro, da esperança, da realização e da transformção.

A origem da pedagogia de projetos

Projeto passou ser palavra de ordem a partir da publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais, em 1996, como "uma opção metodológica que considera a atuação do educando na construção do seu próprio conhecimento, que valoriza suas experiências, seus conhecimentos prévios e a interação professor/aluno (...)", desenvolvendo no educando de posicionar-se, elaborar projetos pessoais e coletivos, ter senso crítico, participar de ações sociais e eleger príncipios éticos para a construção de uma sociedade justa e solidária" (PCN).

A ideia de adotar projetos como opção metodológica surgiu das necessidades sociais, políticas e econômicas atuais. De um lado houve avanços tecnológicos e de outro avanço da miserabilidade, das doenças, da violênia etc. Neste século, estamos diante de um cenário de vida e de morte, num planeta cada vez mais povoado e desigual, com problemas cada vez mais globais.

Fonte: Especial guia prático para professores projetos ( revista).



Projeto de Aprendizagem

NOVAS TECNOLOGIAS NA ESCOLA: POR QUÊ? PARA QUÊ?



Estamos vivendo uma época de mudanças conceituais muito grande, novas aprendizagens, passamos a conviver com a possibilidade de interatividade virtual em casa, na escola, no trabalho.... Hoje podemos nos comunicar pelo sistema hi-fi, conexões a rádio, adsl, discadas, etc. Desta forma pode-se dizer que o nosso planeta é um grande sistema de informações, idéias, conceitos, vivências, dentro de um contexto multicultural.

O ser humano pode escolher onde quer estar e dialogar, através das redes, nas mais diversas áreas de conhecimentos. Podemos dizer que os jovens adoram a rede de relacionamentos, tais como orkut, msn, yahoo, entre outras. Já os educadores trabalham com várias redes para discussões, pesquisas, produções textuais, compartilhando idéias, imagens, vivências e novas teorias.

As tecnologias de informação e comunicação tem facilitado a interatividade entre as pessoas, os países, os grupos sociais, sendo que a internet é a que mais se destaca, pela facilidade de acesso, baixo custo e a liberdade de expressão.

A internet provocou uma verdadeira revolução teórica, de construção de pensamentos e conhecimentos, de transformação de hábitos e valores, de mudança de postura educacional. Mas, como operacionalizar em sala de aula? Vamos analidar a seguinte proposta de trabalho!

PROJETOS DE APRENDIZAGEM COMO UMA PROPOSTA INOVADORA



Esta proposta pedagógica para o uso dos recursos on-line em sala de aula é baseado no conceito de aprender a aprender e não o de ensinar. Segundo MAGDALENA E COSTA (2003, P. 16-17), o objetivo é de construir e não o de instruir. Tendo como idéias centrais:

  •  
  • conhecimento/construção;

  •  
  • processo interativo;

  •  
  • prática como suporte da reflexão;

  •  
  • interdisciplinaridade;
* cooperação/reflexão/tomada de consciência;
* autonomia.

São processos que:
*partem das indagações dos alunos e do conhecimento que eles já têm;
*desenvolvem-se com a colaboração/cooperação interna e externa (diversidade);
*rompem com horários, disciplinas, seqüências, pré-requisitos, hierarquias, espaço...;
*fazem dos alunos e dos professores aprendizes, construindo conhecimento interdisciplinar, em ambientes informatizados.



Nesse ambiente os alunos podem:
*levantar hipóteses;
*analisar, organizar e selecionar informações para tomada de decisões conscientes;
*desenvolver novas formas autônomas de criação, comunicação e expressão nas Ciências, Artes e Técnicas;
*intuir, refletir e imaginar;
*ser solidário e cooperativo.

O professor passa a ser:
*orientador, desafiador;
*aprendiz;
*pesquisador;
*inovador;
*autônomo.

Vamos participar e construir uma comunidade dinâmica e solidária de aprendizagem. A partir de Projetos de Aprendizagem (PA) a serem construídos em grupos, compartilhando as pesquisas e experiências via on-line, podemos construir novas formas de aprender.

Propomos a sua operacionalizar com o uso de diversos recursos metodológicos e softwares, tais como:
*Avaliação e organização das idéias com o uso de Mapas Conceituais - cmap tools
*Escrita colaborativa - wiki
*Diário de bordo - blog
*Pesquisas on-line - buscadores de sites e imagens (google, yahoo, etc)
*Pesquisas bibliográficas - biblioteca escolar
*Análise de métodos, técnicas e recursos tecnológicos específicos para cada PA proposto.
*Discussão, seminários, fóruns, apresentação de propostas e teorias - ferramentas on-line (e-proinfo, video-conferências, chat, etc. 
http://projetodeaprendizagem.pbworks.com/w/page/19250366/Projeto%20de%20Aprendizagem

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Projeto de Aprendizagem

NOVAS TECNOLOGIAS NA ESCOLA: POR QUÊ? PARA QUÊ?


Estamos vivendo uma época de mudanças conceituais muito grande, novas aprendizagens, passamos a conviver com a possibilidade de interatividade virtual em casa, na escola, no trabalho.... Hoje podemos nos comunicar pelo sistema hi-fi, conexões a rádio, adsl, discadas, etc. Desta forma pode-se dizer que o nosso planeta é um grande sistema de informações, idéias, conceitos, vivências, dentro de um contexto multicultural.

O ser humano pode escolher onde quer estar e dialogar, através das redes, nas mais diversas áreas de conhecimentos. Podemos dizer que os jovens adoram a rede de relacionamentos, tais como orkut, msn, yahoo, entre outras. Já os educadores trabalham com várias redes para discussões, pesquisas, produções textuais, compartilhando idéias, imagens, vivências e novas teorias.

As tecnologias de informação e comunicação tem facilitado a interatividade entre as pessoas, os países, os grupos sociais, sendo que a internet é a que mais se destaca, pela facilidade de acesso, baixo custo e a liberdade de expressão.

A internet provocou uma verdadeira revolução teórica, de construção de pensamentos e conhecimentos, de transformação de hábitos e valores, de mudança de postura educacional. Mas, como operacionalizar em sala de aula? Vamos analidar a seguinte proposta de trabalho!

PROJETOS DE APRENDIZAGEM COMO UMA PROPOSTA INOVADORA


Esta proposta pedagógica para o uso dos recursos on-line em sala de aula é baseado no conceito de aprender a aprender e não o de ensinar. Segundo MAGDALENA E COSTA (2003, P. 16-17), o objetivo é de construir e não o de instruir. Tendo como idéias centrais:
  •  
  • conhecimento/construção;
  •  
  • processo interativo;
  •  
  • prática como suporte da reflexão;
  •  
  • interdisciplinaridade;
* cooperação/reflexão/tomada de consciência;
* autonomia.

São processos que:
*partem das indagações dos alunos e do conhecimento que eles já têm;
*desenvolvem-se com a colaboração/cooperação interna e externa (diversidade);
*rompem com horários, disciplinas, seqüências, pré-requisitos, hierarquias, espaço...;
*fazem dos alunos e dos professores aprendizes, construindo conhecimento interdisciplinar, em ambientes informatizados.


Nesse ambiente os alunos podem:
*levantar hipóteses;
*analisar, organizar e selecionar informações para tomada de decisões conscientes;
*desenvolver novas formas autônomas de criação, comunicação e expressão nas Ciências, Artes e Técnicas;
*intuir, refletir e imaginar;
*ser solidário e cooperativo.

O professor passa a ser:
*orientador, desafiador;
*aprendiz;
*pesquisador;
*inovador;
*autônomo.

Vamos participar e construir uma comunidade dinâmica e solidária de aprendizagem. A partir de Projetos de Aprendizagem (PA) a serem construídos em grupos, compartilhando as pesquisas e experiências via on-line, podemos construir novas formas de aprender.

Propomos a sua operacionalizar com o uso de diversos recursos metodológicos e softwares, tais como:
*Avaliação e organização das idéias com o uso de Mapas Conceituais - cmap tools
*Escrita colaborativa - wiki
*Diário de bordo - blog
*Pesquisas on-line - buscadores de sites e imagens (google, yahoo, etc)
*Pesquisas bibliográficas - biblioteca escolar
*Análise de métodos, técnicas e recursos tecnológicos específicos para cada PA proposto.
*Discussão, seminários, fóruns, apresentação de propostas e teorias - ferramentas on-line (e-proinfo, video-conferências, chat, etc.

Fonte: http://projetodeaprendizagem.pbworks.com/w/page/19250366/Projeto%20de%20Aprendizagem

para continuar lendo sobre o assunto clique aqui

Blog do curso TIC

No blog do curso de tecnologia na Educação encontram-se todas as informações,  conteudos e links necessários para a realização do curso.blog do curso tic

Pedro Demo aborda os desafios da linguagem no século XXI

Pedro Demo é professor do departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB). PhD em Sociologia pela Universidade de Saarbrücken, Alemanha, e pós-doutor pela University of California at Los Angeles (UCLA), possui 76 livros publicados, envolvendo Sociologia e Educação. No mês passado esteve em Curitiba para uma palestra promovida pela Faculdade Opet, e conversou com o Nota 10.

O tema de sua palestra é “Os desafios da linguagem do século XXI para a aprendizagem na escola”. Quais são os maiores desafios que professores e alunos enfrentam, envolvendo essa linguagem?

A escola está distante dos desafios do século XX. O fato é que quando as crianças de hoje forem para o mercado, elas terão de usar computadores, e a escola não usa. Algumas crianças têm acesso à tecnologia e se desenvolvem de uma maneira diferente - gostam menos ainda da escola porque acham que aprendem melhor na internet. As novas alfabetizações estão entrando em cena, e o Brasil não está dando muita importância a isso – estamos encalhados no processo do ler, escrever e contar. Na escola, a criança escreve porque tem que copiar do quadro. Na internet, escreve porque quer interagir com o mundo. A linguagem do século XXI – tecnologia, internet – permite uma forma de aprendizado diferente. As próprias crianças trocam informações entre si, e a escola está longe disso. Não acho que devemos abraçar isso de qualquer maneira, é preciso ter espírito crítico - mas não tem como ficar distante. A tecnologia vai se implantar aqui “conosco ou sem nosco”.


continui lendo...

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Operações com Frações-Prof.Nivaldo Galvão

Plano de Aula: calculando com números racionais

Autor e Coautor(es)

 
RIO DE JANEIRO - RJ COL DE APLIC DA UNIV FED DO RIO DE JANEIRO
Miriam Abduche Kaiuca

Estrutura Curricular

Modalidade / Nível de Ensino Componente Curricular Tema
Ensino Fundamental Inicial Matemática Números e operações

Dados da Aula

O que o aluno poderá aprender com esta aula
OBJETIVOS:
Somar e subtrair frações com denominadores iguais;
Utilizar o cálculo de frações no seu cotidiano;
Reconhecer frações por meio de situações problema.



Duração das atividades
Três tempos de 50 min.
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
Conhecer e utilizar os algoritmos da adição e subtração.

Estratégias e recursos da aula
1ª Atividade:
A professora levará para a sala de aula uma barra de chocolate dividido em  30 quadradinhos, onde estes serão repartidos e colocados em diferentes sacos de papel e depois fechados. 
Um aluno irá abrir um saco e encontrará 6 quadradinhos. a) Que fração do chocolate ele recebeu ? A turma deverá responder - 6/30 .
Um outro aluno abrirá um outro saco e encontrará 8  quadradinhos da barra de chocolate. b) Que fração do chocolate ele recebeu ?  Somente as meninas da turma deverão responder - 8/30 .
Um terceiro aluno  abrirá um outro saco e encontrará 7  quadradinhos da barra de chocolate. c) Que fração do chocolate ele recebeu ?  Somente os meninos da turma deverão responder - 7/30.
Agora a professora continuará perguntando:
Que fração do chocolate recebeu o primeiro e o segundo alunos juntos ?
Os alunos deverão responder em dupla em uma folha de papel -  6/30 +8/30 = 14/30.
e) Que fração do chocolate recebeu o segundo e o terceiro ?
Os alunos deverão responder com a mesma dupla - 8/30 + 7/30 = 15/30.
2ª Atividade:
Agora a professora pedirá que os alunos formulem uma pergunta para a seguinte sentença envolvendo o que aconteceu com as barras de chocolate. Ela escreverá no quadro de giz - 30/30 - 7/30 = 17/30
 Selecionará alguns alunos para apresentarem suas perguntas e colocar para serem discutidas pela turma.
3ª Atividade:
A professora esconderá embaixo de algumas carteiras alguns círculos. 
Eles serão:
  •  três círculos divididos em 8 partes e  2 partes coloridas ;
  •  quatro círculos divididos em 8 partes e   5 partes coloridas ;
  •  dois círculos divididos em 8 partes e   1 parte colorida ;
Os alunos depois de descobrirem os círculos escondidos debaixo das carteiras formularão perguntas pertinentes a divisão em oito partes e ao colorido. Deverão ser orientados pela professora a criarem situações problema para serem resolvidos pelo grupão. Esta atividade estará objetivando o desenvolvimento do raciocínio fracionário no cotidiano dos alunos.





RECURSOS:
Barra de chocolate;
Círculos coloridos em madeira; ( Círculos de Frações )
Cartolina branca;
Lápis de cor.


Recursos Complementares
Avaliação
 Os alunos demonstrarão seus conhecimentos durante a realização das atividades das propostas pela professora.
Todos os trabalhos realizados pelos alunos, serão expostos em murais, com o objetivo de fixar os conteúdos dados. 

Fonte: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=21111
 



PLANO DE AULA


Localizando na reta numérica os números racionais na forma decimal.
Autor e Co-autor(es)

RIO DE JANEIRO - RJ COL DE APLIC DA UNIV FED DO RIO DE JANEIRO
Co-autor(es)
Miriam Abduche Kaiuca
Estrutura Curricular
Modalidade / Nível de Ensino
Componente Curricular
Tema
Ensino Fundamental Inicial
Matemática
Números e operações

Dados da Aula

O que o aluno poderá aprender com esta aula

  •    Interpretar e produzir escritas numéricas, levando-se em conta as regras do sistema de numeração decimal, ampliando-as para a representação dos números racionais na forma decimal.
  •    Compreender a localização de uma reta numérica.

Duração das atividades

3 tempos de 50 minutos

Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

  • Ter noção de fração
  • Ter noção de número racional
  • Ter noção de número decimal

Estratégias e recursos da aula

Recursos
  •     cartões com fração e número decimal
  •     Quadro Valor de Lugar – QVL com  os décimos, centésimos e milésimos.
  •     caderno de anotações  
  •     fracionário   
Estratégias
A professora apresentará aos alunos 10 cartões com fração decimal cada.
Exemplo: 3/10,  5/100,  12/1000
Observando a reta construída pela professora no quadro os alunos, organizados em grupo, deverão colocar essas frações em uma reta numérica, na ordem crescente.   
Os próprios alunos farão a construção da reta numérica em papel cartão.
Marcarão a reta numérica lembrando que o zero fará a divisão entre  os números naturais e os números fracionários e decimais.                                                                    
A professora, novamente, procurará junto aos alunos, provocar uma indagação:
Como vocês  poderão  marcar a fração 3/10?
Lembre-se de que os alunos já tem a noção dos números decimais, por tanto é necessário desafiá-los a formar uma fração decimal em um número decimal.
Os 3/10 ocuparão as casas dos décimos,centésimos e milésimos igual ao QVL dos números inteiros.      
 A  professora perguntará:
Como será a representação de 1/10?
 Assim  discute-se a parte inteira e a parte decimal.   
O professor questionará os alunos sobre a necessidade da vírgula como forma de definir que ela separa a parte  inteira da  parte decimal, para que a turma descubra porque a fração decimal equivale ao número decimal.   
Os alunos deverão utilizar o QVL para entender a transformação escrita e convencional do número decimal e transformar cada fração em forma decimal, organizando- as em ordem crescente na reta numérica.     
Exemplo: 3/10 = 0,3                 5/10 = 0,5                 6/10 = 0,6            
   __________________________   0   ______/______/___/___________           
                                                                  0,3      0,5  0,6                   
Seguindo a proposta temática, a professora levantará a seguinte questão:
Como representar as frações 10/10  ou 4/4 ou  9/9 ?
 Deverão chegar a conclusão que elas correspondem a um inteiro manuseando  a parte fracionária que contem diversas formas já dividas em diferentes partes. Os alunos deverão chegar a conclusão de que estas frações correspondem a um inteiro.
Exemplo: 4/4

Assim, novamente, a professora poderá questionar: 1 unidade é igual a que fração? Os alunos deverão apresentar várias respostas. Neste momento, a professora  solicitará que cada um responda com uma fração.  Assim, os alunos verificarão que cada pedaço do inteiro dividido em quantas partes iguais  se desejar, corresponde a um pedaço da divisão estabelecida.
Num time de futebol com 11 jogadores, a fração correspondente será 11/11, porque cada jogador corresponde a 1/11. Desta forma, o todo é um inteiro que foi dividido em 11 partes iguais.  Peça ao grupo que dê exemplos de outras frações.
 A  professora alertará para o conceito da unidade, partes iguais num todo que é fundamental para conceitualização de  fração.          

Recursos Complementares

Livro:
 Aritmética da Emília ,MONTEIRO LOBATO,ed. GLOBO. 

Avaliação

Avalie os alunos com o seguinte exercício:
 Construção da reta numérica por cada aluno do grupo, colocando  os números e fazendo as devidas relações oralmente.
Alunas e alunos pensem e respondam:
A)   Seus polegares são dois décimos dos dedos da mão, como representar?      
  Resposta:  0,2
B)   60 selos são três décimos de 200 selos, como representar?      
 Resposta:  0,3
A professora  pedirá para cinco alunos fazerem uma pergunta cada, de forma similar ao tema tratado,  numa folha de bloco. Depois ela fará as perguntas para a turma.

Fonte: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=19231
 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

sheyla e eu


Bíblia para Crianças: José do Egito (Antigo Testamento)

fotos do curso tic





Biografia, obras e estilo literário



Contista, ensaísta e tradutor, este grande nome da literatura brasileira nasceu na cidade de Taubaté, interior de São Paulo, no ano de 1882. Formado em Direito, atuou como promotor público até se tornar fazendeiro, após receber herança deixada pelo avô.  Diante de um novo estilo de vida, Lobato passou a publicar seus primeiros contos em jornais e revistas, sendo que, posteriormente, reuniu uma série deles em Urupês, obra prima deste famoso escritor.
Em uma época em que os livros brasileiros eram editados em Paris ou Lisboa, Monteiro Lobato tornou-se também editor, passando a editar livros também no Brasil. Com isso, ele implantou uma série de renovações nos livros didáticos e infantis. 
Este notável escritor é bastante conhecido entre as crianças, pois se dedicou a um estilo de escrita com linguagem simples onde realidade e fantasia estão lado a lado. Pode-se dizer que ele foi o precursor da literatura infantil no Brasil. 
Suas personagens mais conhecidas são: Emília, uma boneca de pano com sentimento e idéias independentes; Pedrinho, personagem que o autor se identifica quando criança; Visconde de Sabugosa, a sabia espiga de milho que tem atitudes de adulto, Cuca, vilã que aterroriza a todos do sítio, Saci Pererê e outras personagens que fazem parte da inesquecível obra: O Sítio do Pica-Pau Amarelo, que até hoje encanta muitas crianças e adultos. 
Escreveu ainda outras incríveis obras infantis, como: A Menina do Nariz Arrebitado, O Saci, Fábulas do Marquês de Rabicó, Aventuras do Príncipe, Noivado de Narizinho, O Pó de Pirlimpimpim, Reinações de Narizinho, As Caçadas de Pedrinho, Emília no País da Gramática, Memórias da Emília, O Poço do Visconde, O Pica-Pau Amarelo e A Chave do Tamanho. 
Fora os livros infantis, este escritor brasileiro escreveu outras obras literárias, tais como: O Choque das Raças, Urupês, A Barca de Gleyre e o Escândalo do Petróleo. Neste último livro, demonstra todo seu nacionalismo, posicionando-se totalmente favorável a exploração do petróleo apenas por empresas brasileiras. 
No ano de 1948, o Brasil perdeu este grande talento que tanto contribuiu com o desenvolvimento de nossa literatura.
Frases de Monteiro Lobato
  • "De escrever para marmanjos já estou enjoado. Bichos sem graça. Mas para crianças um livro é todo um mundo."
    - "É errado pensar que é a ciência que mata uma religião. Só pode com ela outra religião."
    - "O livro é uma mercadoria como qualquer outra; não há diferença entre o livro e um artigo de alimentação. (...) Se o livro não vende é porque ele não presta".
    - "Tudo tem origem nos sonhos. Primeiro sonhamos, depois fazemos."

Biografia

Nasceu em Taubaté, São Paulo, no dia 18 de abril de 1882. Em homenagem ao seu nascimento, neste dia comemora-se o Dia Nacional do Livro Infantil.
Era filho de José Bento Marcondes Lobato e Olímpia Augusto Lobato. Seu nome verdadeiro era José Renato Monteiro Lobato, mas em 1893 o autor preferiu adotar o nome do pai por desejar usar uma bengala do pai que continha no punho as iniciais JBML.
Juca, apelido que Lobato recebeu na infância, brincava em companhia de suas irmãs com legumes e sabugos de milho que eram transformados em bonecos e animais, conforme costume da época. Uma forte influência de sua própria experiência reside na criação do personagem Visconde de Sabugosa.
Ainda na infância, Juca descobriu seu gosto pelos livros na vasta biblioteca de seu avô. Os seus prediletos tratavam de viagens e aventuras. Ele leu tudo que lá existia, mas desde esta época incomodava a ele o fato de não existir uma literatura infantil tipicamente brasileira.
Um fato interessante aconteceu ao então jovem Juca, no ano de 1895: ele foi reprovado em uma prova oral de Português. O ano seguinte foi de total estudo, mergulhado nos livros. Notável é o interesse de Lobato escritor no que diz respeito à Língua Portuguesa, presente em alguns de seus títulos. É na adolescência que começa a escrever para jornaizinhos escolares e descobre seu gosto pelo desenho.
Aos 16 anos perde o pai e aos 17 a mãe. A partir de então, sua tutela fica a encargo do avô materno, o Visconde de Tremembé. Formou-se em Direito pela faculdade de seu estado, por vontade do avô, porque preferia ter cursado a Escola de Belas-Artes. Esse gosto pelas artes resultou em várias caricaturas e desenhos que ele enviava para jornais e revistas.
Em 1907, 3 anos após sua formatura, exerceu a promotoria em Areias, cidadezinha do interior. Retirou-se depois para uma fazenda em Buquira que herdou do avô, falecido em 1911. Este município, onde surgiu um Lobato fazendeiro, recebeu seu nome em sua homenagem.
Casou-se com Maria Pureza da Natividade, em 28 de março de 1908. Do casamento vieram os quatro filhos: Edgar, Guilherme, Marta e Rute.
Em 1918 lançou Urupês, e o êxito fulminante desse livro de contos colocou-o numa posição de vanguarda. Neste mesmo ano, vendeu a fazenda e transferiu-se para São Paulo, onde inaugurou a primeira editora nacional: Monteiro Lobato & Cia. Até então, os livros que circulavam no Brasil eram publicados em Portugal. Por isso, as iniciativas de Lobato deram à indústria brasileira do livro um impulso decisivo para sua expansão.
Em 1926, foi nomeado adido comercial da embaixada brasileira nos Estados Unidos, de onde trouxe um notável livro de impressões: América. Usou, assim, suas principais armas em prol do nacionalismo no tocante à exploração de ferro e petróleo no Brasil: os ideais e os livros.
Preocupado com o desenvolvimento econômico do país, chegou a fundar diversas companhias para a exploração do petróleo nacional.. O fracasso dessa iniciativa deu-lhe assunto para um artigo: O Escândalo do Petróleo. Já sob o Estado Novo, sua persistência em abordar esse tema como patriota autêntico valeu-lhe três meses de prisão.
No público infantil, Lobato escritor reencontra as esperanças no Brasil. Escrever para crianças era sua alegria, por isso adorava receber as cartinhas que seu pequenino público escrevia constantemente. Achava que o futuro deveria ser mudado através da criançada, para quem dava um tratamento especial, sem ser infantilizado. O resultado foi sensacional, conseguindo transportar até hoje muitas crianças e adultos para o maravilhoso mundo do Sítio do Picapau Amarelo.
Faleceu em São Paulo, no dia 4 de julho de 1948, aos 66 anos de idade, por causa de um derrame.
A obra lobatiana é composta por 30 volumes. Tem um lugar indisputável na literatura brasileira como o Andersen brasileiro, autor dos primeiros livros brasileiros para crianças, e também como revelador de Jeca Tatu, o homem do interior brasileiro.
Apesar de ter sido, em muitos pontos, o precursor do Modernismo, a ele nunca aderiu. Ficou conhecida a sua querela com modernistas por causa do artigo "A propósito da exposição Malfatti". Ali critica a mostra de pintura moderna da artista, que caracterizava de não nacional.